O SAP BPC foi, por muitos anos, uma solução amplamente adotada para planejamento e consolidação. Com a evolução do ecossistema SAP e a consolidação do S/4HANA como core digital, muitas empresas estão reavaliando a arquitetura de fechamento e consolidação, principalmente para reduzir dependências de soluções legadas e ganhar mais integração com o ERP.
Nesse contexto, o SAP S/4HANA Group Reporting (GR) se consolida como a solução mais moderna para consolidação financeira dentro do universo S/4HANA. Mais do que uma troca de ferramenta, a migração do BPC para o GR normalmente envolve uma mudança de abordagem: sair de uma lógica mais “flexível e construída ao longo do tempo” para um modelo mais estruturado, com processos, dados e governança desenhados para o fechamento e para a consolidação corporativa.
Antes de tudo: separar “Consolidação” de “Planejamento”
Um erro comum é tratar consolidação e planejamento como o mesmo problema, com a mesma ferramenta e a mesma lógica de dados. Na prática, são necessidades diferentes:
Planejamento, simulação e xP&A exigem flexibilidade, modelagem rápida e capacidade de ajustar cenários.
Fechamento e consolidação exigem rastreabilidade, validação, governança, controles e uma base consistente de estruturas corporativas.
Ao separar essas frentes, fica mais fácil desenhar uma arquitetura sustentável: consolidação com GR e planejamento em uma camada apropriada (por exemplo, soluções de planning), reduzindo acoplamento e melhorando a governança do fechamento.
O que muda na prática ao sair do BPC e ir para o GR
A migração costuma impactar diretamente três dimensões:
Processos
Revisão do desenho de fechamento e consolidação (responsáveis, etapas, prazos, controles).
Regras de validação e consistência para suportar auditoria e governança.
Padronização de estruturas e rotinas, reduzindo “exceções históricas”.
Dados
Mapeamento das estruturas (contas, entidades, unidades de consolidação, moedas, versões).
Transformações necessárias para levar dados do modelo atual para o modelo de consolidação.
Qualidade e rastreabilidade: garantir que o fluxo de dados seja explicável e auditável.
Tecnologia e arquitetura
Integrações (origens de dados internas e externas).
Desempenho, volumes e janelas de fechamento.
Segurança, perfis e segregação de funções.
Por que a migração é considerada “complexa”
A migração é complexa porque raramente é “copiar e colar”. Em geral, o BPC acumulou ao longo do tempo:
Regras específicas de negócio
Ajustes manuais recorrentes
Dependências de planilhas e rotinas paralelas
Modelos de dados moldados por urgências do fechamento
Ao migrar, é a melhor oportunidade para fazer um “saneamento” do processo: revisar o que é regra real, o que é exceção, o que pode ser automatizado e o que precisa virar governança.
Roteiro recomendado (alto nível)
Um caminho bem pragmático, que ajuda a reduzir riscos:
Assessment do cenário atual (processos, integrações, dor real, gargalos e riscos).
Blueprint de consolidação (modelo de dados, hierarquias, regras, validações, relatórios).
Estratégia de dados e integrações (origens, transformação, cargas, reconciliações).
Prova de conceito / piloto (validar o desenho com um recorte realista).
Implementação por ondas (fases por empresa, unidade, região ou tipo de fechamento).
Cutover e estabilização (paralelismo, reconciliação e governança do go-live).
Como a Vottax pode apoiar
A migração do BPC para o Group Reporting exige visão funcional e técnica, além de experiência com fechamento, governança e desenho de processos. Um projeto bem-sucedido combina:
Entendimento de controladoria/consolidação, Arquitetura SAP, e uma gestão de mudança que garanta adoção e estabilidade no fechamento.
Se a sua empresa está avaliando essa jornada, o primeiro passo é um diagnóstico objetivo para definir escopo, riscos, cronograma e ganhos esperados.
Quer conversar sobre o seu cenário? Fale com a Vottax para um assessment inicial.
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